Educar no futuro será um compromisso entre o registo de um código de ética e a quebra do facilitismo atual
futuroFreud disse: "Há três funções impossíveis de definir- educar, governar e psicanalisar".

Centremo-nos então em educar. Educar não pode continuar a ser uma função, uma profissão ou uma saída. Educar tem de ser obrigatoriamente uma paixão, uma razão, uma causa política, um ato de cidadania e cultura.

Na conceção antropológica de Paulo Freire, o indivíduo é:

Um ser curioso; um ser inacabado, incompleto e incluso; um ser que partilha o mundo com os outros.

Paulo Freire elabora a teoria do conhecimento sustentado numa ligação entre educador e educando, numa troca de aprendizagens e de conhecimentos, fruto de experiência e experiências de vida em que dois vetores de sentidos contrários conduzem saberes a ambos os intervenientes. Diz: "O indivíduo quer ler o mundo; tematizar; problematizar." Ao pedagogo cabe o papel de conduzir o educando ao conhecimento e com ele enriquecer a sua experiência de vida, sempre no respeito pelo ser humano próximo, sem lhe impor diálogos, mas sim partilhando e construindo a cada passo a aprendizagem.