O alfabetizador não é um professor
AlfabetizaçãoO indivíduo analfabeto é, desde que nasce, edificador do conhecimento, tentando permanentemente legitimar e compreender o mundo que o rodeia. É um indivíduo capaz de levantar o maior dos problemas e, per se, construir a maior das soluções criando, a cada passo dessas soluções, novos paradigmas e novas soluções.

O analfabeto adulto, nunca parte do nada para o todo, carrega com ele toda uma experiência de vida capaz de ensinamentos e surpresas permanentes para com o alfabetizador, defendendo-se das necessidades que a vida lhe criou com mecanismos, mais ou menos elaborados mas, na sua génese, de uma complexa e eficaz simplicidade. No método de Paulo Freire (método usado pela ANIALL), o alfabetizador recorre ao quotidiano do analfabeto para, com estímulos visuais (através de fotografias, desenhos, projeções mostradas em aula) associar as letras às sílabas e as sílabas às palavras, processando a fonética em escrita.